TAPETE VERMELHO (Elen de Moraes) e TAPETES (José M. Raposo)

 

 

TAPETE VERMELHO
(para tua eterna procura)
 Elen de Moraes

 Ó tu, que te entorpeces
Com a bebida dos sonhos destilados
Nas longas vigílias da alma…
Com os desejos mirabolantes
Do teu inconseqüente coração…
Com os pesadelos
Das tuas desestruturadas emoções…
Com as insônias da vida…
 
Desadormece!

Pisa no chão da tua realidade,
Nesse chão batido pelas tuas incertezas,
Nesse tapete vermelho de terra firme,
Derramado à tua frente
Para amortecer as passadas
Do teu desencanto.
Esse chão de terra molhada
Pelo gotejar das tuas lágrimas,
Pela queda do teu pranto magoado,
Pela chuva da tua desesperança,
Pelos desencontros
E pela solidão
– Essa tua amante de todas as épocas –

Pressente nos gemidos,
No farfalhar das folhas caídas
Que sucumbem ao peso da tua insatisfação,
O amor que se despeja à tua passagem,
A paixão que se incendeia à tua volta,
A sensualidade que acede à tua essência,
A vida que te renasce…
 
Descansa a fadiga da tua eterna procura
Na posteridade do meu amor…
Asperge sobre esse chão,
Sobre esse tapete de terra no cio,
A desilusão das tuas fantasias,
O orvalho da tua inspiração,
O desassossego dos teus versos!
O harmonioso canto das tuas poesias.

 
 
 

Uma resposta to “TAPETE VERMELHO (Elen de Moraes) e TAPETES (José M. Raposo)”

  1. António Says:

    Belissimo trabalho de poesia… Bravo amigos… Na verdade quando se estende um tapete desta cor… Ou se recolhe amor… Ou dor.Carinho do António Zumaia

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