O TEMPO… – António Dias

 

O TEMPO…
 
 
António Dias
 
 
O tempo não existe.

só nos labirintos da memória

cai em mim como chuva miudinha

ou poalha no vento de outono: a manhã

pesa nas pálpebras como 

o sono na infãncia o cheiro

a maçã da minha avó. na idade do universo

a sorte não tem história 

sou velho como um verso

de anto e na densidade 

do tempo resta inteiro

o lugar da morte suspenso

entre o princípio e o fim.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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