NATAL- imagens, sons, memórias e edmoções – Elen de Moraes

 
Tribuna Portuguesa

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arquivo 15-12-2009,

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NATAL,
            Imagens, sons, memórias e emoções.
 
 
 
Elen de Moraes
 
 
 
A mente é fabulosa por guardar e catalogar tantas informações, imagens, sons, memórias e emoções, de uma forma tão bem organizada que fica impossível não reconhecer Deus em tanta perfeição.

Quando algo nos vem à lembrança, um maravilhoso arquivo se abre e surgem dados que desfilam em nossa mente numa velocidade incrível e em frações de segundos afloram à nossa consciência todas as sensações que se referem àqueles momentos. Sem que consigamos detê-las, como num filme acelerado, as imagens vão se desenrolando até nos fixarmos naquelas que se congelam e que, independente da nossa vontade, são escolhidas, talvez, por tocarem mais intensamente as nossas emoções, sobre as quais repousam os nossos doces ou amargos sentimentos.

E é assim que nesta época de fim de ano meus instantes felizes emergem, trazendo-me, com o mês de Dezembro que tanto amo, as suas cores e cheiros e a cidade enfeitada de luzes, papais-noéis e anjos.

Dezembro. Natal. Mês de confraternização, de esperanças, de novos projetos, da maior comemoração Cristã, com gentes mais afetivas, sorridentes e solidárias e até quem não aceita Jesus Cristo como o Filho de Deus, se veste de “boa vontade” e entra no clima festivo.

Emocionalmente, o Natal é uma festa importante e o seu significado vai além do seu aspecto religioso. Este período nos traz recordações dos tempos marcantes da nossa vida, uns alegres, outros nem tanto, mas que continuam no nosso inconsciente. É, sem dúvida, na nossa infância que ficam as marcas mais significativas, que nos afloram nesta época e influenciam o nosso estado de espírito.

O último mês do ano chega-me sempre em ritmo de grande contentamento e, junto, os aromas de cravo, canela e baunilha; perfumes de infância e do colo de mãe; sabor de peru recheado com farofa de frutas; gostinho de chocolate, tortas de morango com chantilly e rabanadas; farfalhar abafado dos papeis de presentes; cores de fitas verdes, vermelhas e douradas, cheirinho de roupa nova e a claridade difusa das pequeninas luzes coloridas que piscam ao ritmo das batidas do coração e do sorriso das crianças.

Lembranças gostosas de todos os Natais. Nada que o dinheiro possa  comprar, porque não é o luxo dos ambientes, o valor dos enfeites, dos presentes e das comidas que fazem do Natal uma noite de paz, uma noite feliz e, sim, o amor que é trocado, o carinho verdadeiro e recíproco e toda atenção e respeito concedidos às crianças. Sabemos que nem sempre os brinquedos mais caros são os mais estimados por elas: aqueles que criam vida e podem ser manuseados, que fazem parte do imaginário do seu mundo encantado são os mais apreciados, por causa das suas fantasias ingênuas e infantis.

Fantasias infantis me reportam à minha primeira boneca de tamanho e bem parecida com um bebê. Eu era só felicidade com ela no meu colo, na noite de Natal. No dia seguinte, hora do banho, tranquei-me no banheiro e  coloquei-a numa pequena bacia. Fui lavando, lavando… e assustada vi “minha filha” se desmanchar, aos poucos. Sabia que tinha feito uma “arte”, porque mamãe me havia dito para não molhá-la. Como não entendi aquela recomendação, fui em frente, porém, depois do desastre, fiquei de boca fechada e quando ela quis saber se eu estava feliz com meu presente, tive que lhe contar a verdade. Choramos juntas, abraçadas, e ela prometeu que escreveria para o papai Noel. Dito, feito! “Ele” me trouxe outra, igual à primeira, dias depois.

Entretanto, não vivo Dezembro só com as lembranças dos Natais passados. Procuro otimismo e motivos de alegrias nos de agora e mesmo que a nostalgia invada minhas noites festivas – pelos entes queridos, amigos e amores que já não estão comigo – afugento-a e busco novas imagens, fotografo novas situações e pessoas e as arquivo no banco de dados das minhas melhores memórias e emoções, porque se prestarmos atenção ao tempo, veremos que, independente da nossa vontade, as crianças crescem e vão embora, novas famílias são formadas, nós envelhecemos, a vida segue seu curso e  tudo se renova… Então me esforço para que meus Natais presentes sejam bons, porque daqui a alguns anos, se tiver a graça de viver até lá, quero me sentir feliz em revivê-los, mesmo que as circunstâncias me obriguem vez ou outra, a estar sozinha.
 
Feliz Natal e um Novo Ano cheio de bênçãos! 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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