REPENSANDO O NATAL – Elen de Moraes Kochman

capa natal 2012
http://tribunaportuguesa.com
Publicado em 15/12/2012

repensando o natal 2012


Repensando o Natal

Elen de Moraes K

Na vida passamos por momentos que deveríamos aceitar sem lamúrias e o bom humor seria uma ótima alternativa. Perdoar nossos próprios erros, rir dos nossos medos e mostrar receptividade a novos conhecimentos faz grande diferença para o nosso bem estar, sobretudo se não nos revelarmos sabedores de todas as respostas, porque não somos. No entanto, em algumas ocasiões, nos comportamos tão automática e injustamente, julgando já ter aprendido tudo com a nossa vivência que, muitas vezes, não temos pachorra para ouvir nossos interlocutores até ao final, para só então oferecer a nossa opinião. E tendemos, ainda, a dar menos crédito aos jovens! Não será por isso que só bem poucos concedem a merecida atenção aos mais velhos, que se julgam os donos da verdade? Aliás, impacientes, fogem deles!

O comentário vem a propósito do natal que se aproxima. Nesta época os assuntos são quase que os mesmos e giram em torno dos preparativos, dos presentes, do Papai Noel, das comidas, das reclamações de sempre e até quem escreve sobre o tema acaba, algumas vezes, por se repetir, como eu. Pouca – ou nenhuma – referência se faz ao nascimento de Jesus, quando Ele deveria ser o centro da festividade. Entretanto, se infelizmente não é, não vejo necessidade de queixas veladas e contendas entre os que têm o natal como uma comemoração religiosa e os que dela participam como se fora uma festa como qualquer outra. Nesses momentos, deveria prevalecer a sabedoria cristã de quem já viveu o suficiente para saber harmonizar e apaziguar familiares e amigos (“amai-vos uns aos outros”), e não se servir dos desentendimentos para jogar mais lenha na fogueira.

E temos os que se irritam com o natal porque acham que Jesus é o culpado pela fome, pela crise mundial, pelo desemprego, pelas crianças pobres e abandonadas que não terão brinquedos, nem comidas especiais e, consequentemente, não terão uma noite feliz. Essas pessoas precisam entender que Jesus nasceu para todos, sim, mas que Ele foi o ato do amor de Deus para com o mundo (“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João-3.16), e que o Seu Filho, Jesus, deu a Sua vida terrena em sacrifício, para que tenhamos a vida eterna (os que Nele acreditam). As demais coisas terrenas dependem de nós, dos “homens de boa vontade”, dos cristãos de maior vontade ainda e do amor de cada um para com o seu semelhante. Quem sabe não podemos fazer acontecer, no natal de uma família carente, um verdadeiro milagre?

Encontramos, também, os que à mesa, durante a ceia, ou em algum outro momento da festa, criam grandes discussões em torno da data do nascimento de Jesus e muitos se desentendem.

Como a Bíblia não menciona nenhum dia específico para o Seu nascimento, só traz a narrativa (“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador que é Cristo o Senhor. E isto vos será por sinal: acharás o menino envolto em panos, deitado numa manjedoura.” -Lucas 2-10.12-), a data foi escolhida pelos cristãos romanos que aproveitaram uma importante festa pagã que acontecia entre os dias 22 e 25 de dezembro chamada “Natalis Solis Invicti”, nascimento do deus sol, homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. Em 335 a igreja oficializou a celebração do natal no dia 25 de dezembro. Estudiosos da Bíblia acham impossível que Cristo tenha nascido no inverno e dizem que o mais provável seria entre março e novembro, época em que a temperatura permitiria Jesus embrulhado em panos, numa manjedoura.

Seja em que época for que se comemore o nascimento de Jesus, o importante é que O permitamos nascer em nossos corações e em nossas atitudes, todos os dias.

Feliz natal para a equipe incansável do Tribuna Portuguesa, seus leitores, anunciantes e colaboradores. Daqui do Brasil mando-vos o meu abraço.

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